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Dúvidas Frequentes

As perguntas que mais chegam até a nossa equipe sobre anestesia — respondidas sem enrolação.

O que faz o anestesiologista, exatamente?

O anestesiologista é o médico que cuida de você durante todo o procedimento. Antes, avalia a sua saúde e escolhe a técnica mais segura para o seu caso. Durante a cirurgia, fica ao seu lado o tempo inteiro controlando dor, respiração, pressão, batimentos e temperatura, ajustando o que for preciso minuto a minuto. Depois, acompanha o seu despertar e o controle da dor na sala de recuperação. Não é “quem aplica a injeção”: é o médico responsável pelas suas funções vitais enquanto você está anestesiado.

Quais são os tipos de anestesia e quem escolhe qual eu vou receber?

São basicamente quatro. Na geral você fica inconsciente; na sedação, sonolento e relaxado, respirando sozinho; na regional, uma região inteira fica sem dor (é o caso da raquianestesia, da peridural e dos bloqueios de nervo); na local, apenas o ponto operado. Muitas cirurgias combinam mais de uma. Quem escolhe é o anestesiologista, conversando com você e com o cirurgião, considerando o procedimento, a sua saúde, os seus exames e a sua preferência. Essa decisão é uma das razões de a avaliação pré-anestésica existir.

Por que eu preciso ficar em jejum antes da cirurgia?

Durante a anestesia, os reflexos que protegem a sua via aérea ficam temporariamente desligados. Se houver comida ou líquido no estômago, esse conteúdo pode subir e chegar ao pulmão — uma complicação grave e quase sempre evitável com o jejum bem feito. Por isso cada tipo de alimento tem um tempo diferente: líquido claro deixa o estômago rápido, gordura demora. Os tempos completos estão em orientações pré-operatórias, e a calculadora de jejum transforma a tabela no seu horário exato.

Anestesia é segura? Quais são os riscos de verdade?

A anestesia é hoje muito mais segura do que já foi: monitorização contínua e medicações melhores tornaram complicações graves raras em pacientes saudáveis. Isso não quer dizer risco zero — nenhum ato médico tem. Vale separar duas coisas: efeitos comuns e passageiros, como náusea, sonolência e dor de garganta, são frequentes e tratáveis; complicações graves são raras. O que mais pesa no risco não é a anestesia em si, e sim a sua saúde, o tipo de cirurgia e o preparo. A avaliação pré-anestésica existe exatamente para encontrar e reduzir o que dá para reduzir antes do dia.

Tenho alergia ou já tive reação a uma anestesia. E agora?

Conte tudo — essa informação muda a conduta. Descreva no questionário pré-anestésico o que aconteceu, com qual medicamento e o que foi feito na ocasião. Se você tiver relatório, receita ou o nome do fármaco envolvido, leve na consulta; mesmo uma lembrança imprecisa ajuda. Alergia a medicamento, a látex ou a alimento, e qualquer reação anterior à anestesia, são dados que o anestesiologista usa para escolher outra técnica ou outras medicações. Ninguém vai achar exagero: é justamente o que precisamos saber.

Alguém da minha família teve uma complicação grave com anestesia. Isso importa?

Importa muito, e por isso é uma das perguntas do nosso questionário. Existem condições hereditárias que só se manifestam durante a anestesia — a mais conhecida é a hipertermia maligna, uma reação rara a certos anestésicos. Quem tem caso na família pode ter a mesma predisposição sem nunca ter operado e sem saber. A boa notícia é que, sabendo antes, o anestesiologista simplesmente usa outras medicações e um preparo específico: o risco passa a ser administrável. Por isso perguntamos sobre problemas com anestesia em parentes, e não só em você.

Qual a diferença entre raquianestesia e peridural? E aquela dor de cabeça depois?

As duas são aplicadas nas costas e deixam você sem dor da cintura para baixo, acordado ou sedado. Na raquianestesia o anestésico é depositado no líquido que banha a medula, com uma agulha muito fina: o efeito é rápido e intenso. Na peridural o anestésico fica num espaço um pouco antes, geralmente com um cateter, o que permite manter a analgesia por mais tempo, inclusive depois da cirurgia. A cefaleia pós-raquianestesia é um efeito possível, hoje incomum justamente porque as agulhas são finas; quando ocorre, piora em pé e melhora deitado, costuma ceder sozinha e tem tratamento. Se você tiver dor de cabeça forte nos dias seguintes a uma raqui, avise a equipe em vez de esperar passar.

Eu posso acordar durante a cirurgia? Quanto tempo demoro para acordar depois?

Acordar durante uma anestesia geral é muito raro: o anestesiologista acompanha a profundidade da anestesia o tempo todo e ajusta as doses conforme a sua resposta. Já na sedação e na anestesia regional, estar acordado ou sonolento é o esperado — ali não é falha, é o plano combinado com você. O despertar de uma anestesia geral costuma começar poucos minutos depois do fim da cirurgia, ainda na sala. É comum não guardar lembrança dos primeiros momentos na recuperação, e isso também é normal.

O que eu vou sentir depois da anestesia?

Sonolência nas primeiras horas é o mais comum, e é esperada. Náusea e vômito podem acontecer e têm tratamento — avise a equipe em vez de aguentar calado. Tremor e sensação de frio ao acordar são frequentes e passam com aquecimento. Se você recebeu anestesia geral com tubo na via aérea, pode ficar com dor de garganta ou rouquidão por um ou dois dias. Dor no local da cirurgia é esperada e deve ser tratada: fale se estiver forte, porque controlar a sua dor é parte do trabalho da equipe.

Uso remédios contínuos ou medicação para emagrecer. Preciso parar antes da cirurgia?

Não pare nada por conta própria. Alguns remédios devem ser tomados normalmente no dia, com um gole de água; outros precisam ser suspensos com antecedência — e a diferença depende do medicamento, da dose e da cirurgia. Leve a lista completa do que você usa, incluindo o que comprou sem receita, fitoterápicos e suplementos. Se você usa medicação para emagrecer ou para diabetes tipo 2 do grupo dos GLP-1 (Ozempic, Saxenda, Mounjaro, Wegovy e semelhantes), avise a equipe: elas deixam o estômago mais lento para esvaziar e podem mudar o seu preparo — veja o alerta em orientações pré-operatórias. A orientação definitiva vem na sua avaliação pré-anestésica.

Como funciona o honorário do anestesiologista?

O honorário do anestesiologista é cobrado separadamente do hospital e do cirurgião: são contas distintas, ainda que o procedimento seja um só. Como isso se aplica ao seu caso depende do convênio, do hospital e do tipo de cirurgia. Em vez de dar aqui uma resposta genérica que talvez não valha para você, o melhor caminho é falar com a nossa secretária pelo WhatsApp antes da cirurgia — ela confere a sua situação e explica o que se aplica. Vale resolver isso com antecedência, e não no dia do procedimento.

Eu preciso mesmo de uma consulta com o anestesiologista antes da cirurgia?

Precisa, e na SAMPE ela começa online. Você preenche o questionário pré-anestésico aqui no site, a nossa equipe analisa as respostas e verifica se já tem os exames e as avaliações necessários. Depois a secretária entra em contato pelo WhatsApp para agendar a consulta presencial, em que o anestesiologista fecha a avaliação e libera você para a cirurgia. Esse fluxo existe para você não descobrir na véspera que faltava um exame: é a etapa que mais evita cirurgia cancelada em cima da hora.

Estas respostas são orientações gerais. Instruções específicas dadas pela sua equipe cirúrgica ou na sua avaliação pré-anestésica prevalecem sobre esta página.

Não achou a sua dúvida aqui?

Fale com a nossa secretária pelo WhatsApp. E, se a sua cirurgia já está marcada, comece pelo questionário pré-anestésico.